O som monocórdio por ti jogado pelo regato da lembrança,
Não me sai da memória, e sim, me fustiga de assalto.
E do lied rouco o teu olhar violento me pede esperança –
Pálido nauta que surge da nevoa a brincar no mar alto.
Silencia na luz barroca da madrugada célere a chuva
forte, que nos impede de partir mais cedo. E ainda trame
contra nossos desejos de solidão esta dionisíaca noite turva!
Onde pedes que eu cuide deste cerne que dimana teu sangue.
Imagem:
Peace - Burial at Sea: 1842 de William Turner
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