
Parece não haver sonho para vencer suas dores, seus medos fúteis e inúteis, minha menina, parece mesmo que você quer acreditar nos erros não cometidos, mas tudo bem, toda essa angustia é escolha sua. Sabe que lhe deprime, então poderia calar suas idéias no travesseiro e esquecer. Mas você não quer, você quer remoer seus pensamentos e as suas sensações, então, quem sabe, ter certeza do seu caminho.
A vida não é feita de sonhos, mas pode ser alimentada por eles, e a escolha é sempre toda sua.
¹Vem pela consciência, surge então o tão dito morcego. Ele ronda sobre minha mente, e faz assim... é como um amigo corvo , roçasse no meu pescoço e canta as palavras da esperança.
Não grita, mas me sufoca seu semblante e como me domina e me convence a me entregar, à ela, diz Ela a minha natureza.
De força eu me sustento e caio na calçada da escuridão, chamo pelo nome que não existe e peço que me liberte desta minha amiga: qual reflexo, tão pálido e frio, não me assusta mais, sou eu e acho graça. É meu amor, minha rebeldia, meu estado de embriaguês e perseverança.
Os sonhos, não ficam sempre, mas sempre voltam.
É então este morcego, orgulhoso de sua escuridão, muito longe de qualquer belo gesto de agrado. Este eu que vai rir, mas sempre na escuridão, se esta preso, cai.... se solto, livre reina sua majestosa melodia nos céus.
São estrelas, não estamos enganados, são estrelas.